Primeira Guerra Mundial, canções e ensino de história

A população brasileira tem uma longa relação amorosa com a música. Em termos mercadológicos, o país alcançou, em 2025, a oitava posição no ranking planetário da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), configurando-se como um dos maiores mercados fonográficos do mundo (Billboard Brasil, 2026). Além disso, segundo dados de uma empresa global de monitoramento, o desempenho brasileiro nas plataformas digitais é significativo em termos de consumo da própria música. Somos um país campeão. Nenhum outro lugar da Terra ouve mais músicas originárias de seu próprio território como nós. No Brasil, praticamente 75% das músicas ouvidas nas plataformas de streaming são de artistas nacionais (Reis, 2026).

No plano político-ideológico, nossa relação também tem muitas histórias a contar. Dificilmente alguém que esteja lendo este artigo não tenha tido contato com uma pérola do senso comum: o brasileiro é um povo que ama sambar. Talvez você tenha ouvido alguma variação dessa frase, indicando algum outro ritmo nacional. Este estereótipo, com raízes em olhares estrangeiros sobre o país, encontra bastante repercussão em torno de uma suposta identidade nacional brasileira, especialmente em torno do samba (Simas, 2026). Contudo, ainda que este não seja o tópico central de nossa conversa neste momento, tal lembrança ilustra a importância da música nas percepções sobre a nossa sociedade. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), inclusive, chama a atenção para o potencial didático que a apreciação musical, por meio de uma análise crítica, pode desempenhar em sala de aula (Brasil, 2018).

Em texto anterior (Brasil, 2025), já havia destacado alguns pontos importantes para uma avaliação técnica, histórica, analítica e crítica de produções musicais no ambiente pedagógico. Insisto apenas em lembrar que é fundamental considerar os diálogos entre a criação e a circulação de cada música e as dimensões sociais de sua época. Um bem cultural não está à frente de seu tempo. Na verdade, ele está profundamente conectado ao contexto histórico em que foi produzido. Outros sentidos e significados podem ser incorporados ao longo do tempo, em um processo tenso entre persistências e transformações, já que as produções culturais envolvem uma relação complexa entre produção e recepção. Tais considerações precisam estar no horizonte de qualquer trabalho didático a ser desenvolvido no campo do ensino de história.

Nessa perspectiva, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) surge como um tema relevante para articular memória, propaganda político-ideológica, nacionalismo e discursos sobre a guerra. As disputas imperialistas entre as potências europeias levaram o planeta à guerra. Interesses políticos e econômicos aceleravam a celebração de acordos diplomáticos secretos, ampliando as tensões internacionais. A grande indústria da guerra produziu uma quantidade inacreditável de inovações bélicas, que contribuíram para a expansão de arsenais cada vez maiores e mais destrutivos. A capacidade humana de matar e provocar toda sorte de danos se amplificou de forma inédita. Sentimentos nacionalistas inspiravam os corações e as mentes da juventude em diferentes cantos do mundo. Na virada do século XIX para o XX, os Estados nacionais europeus implantaram políticas públicas para expandir suas capacidades beligerantes, que incluíram o aprimoramento logístico das ferrovias (ampliando a capacidade de deslocamento interno/externo de tropas, armamentos e suprimentos indispensáveis em tempos de guerra) e a ampliação massiva do recrutamento militar (garantindo maiores reservas de combatentes e fortalecendo os canais para difundir uma educação nacionalista).

A escala do conflito e o grau de violência não constituíram suas únicas inovações históricas. Grandes levas de jovens, sobretudo nos territórios europeus, decidiram ingressar voluntariamente nas fileiras das Forças Armadas de seus países. Entretanto, o desenrolar das batalhas mudou o ânimo e a disposição dessa juventude, gradativamente mais assustada com os horrores da Grande Guerra. Exatamente aquela guerra que supostamente encerraria todas as guerras. Em um cenário marcado por grandes incertezas sobre os rumos do confronto, gabinetes de guerra reforçaram instrumentos de controle da informação e idealizaram propagandas patrióticas que pudessem circular entre a população e influenciar seus cidadãos nesse período sombrio de crescente destruição material e rápida elevação do número de mortos e feridos nos combates.

A música assumiu um papel fundamental na propaganda de guerra, envolvendo representações de poder e identidade nacional. Canções de guerra (música militar ou música de marcha) se tornaram uma expressão cultural com enorme alcance popular, responsável por veicular sentimentos nacionalistas para reforçar o empenho coletivo de cada comunidade nacional. Diferentes países europeus, e posteriormente os EUA, concentraram esforços na elaboração de composições musicais que dialogassem diretamente com todos os esforços de guerra. À primeira vista, pode parecer que todo esse zelo musical se resuma à ideia de doutrinação. Contudo, as canções cumpriam múltiplas tarefas e objetivos. Serviam, de certa forma, para facilitar os expedientes envolvidos nos combates, marcar o avanço das tropas, auxiliar no enfrentamento das dificuldades inerentes aos deslocamentos para o campo de batalha, despertar sentimentos de alegria em momentos prévios e posteriores às batalhas e construir uma sensação de epopeia e de heroísmo que marcava a trajetória individual de cada soldado. Conjuntamente, produziam afetos que circulavam entre as tropas: amenizar as saudades de casa, sublinhar o sacrifício pela pátria, valorizar as cicatrizes dos corpos dos soldados e solenizar os esforços em prol da vitória. Tudo isso embalado em uma linguagem de fácil compreensão e recorrendo a elementos culturais que os soldados pudessem reconhecer (Fagundes, 2024; Watkins, 2003).

O musicólogo estadunidense Glenn Watkins (1927-2021) investigou a cultura musical que tomou forma durante os anos da Grande Guerra e nos momentos posteriores ao armistício. Essas canções eram entoadas apaixonadamente para inflar sentimentos nacionalistas, produzir sensibilidades que conectassem os campos de batalha às lembranças da terra natal e organizar reflexões carregadas de memória e dor após o encerramento dos conflitos. A música se constituiu em marcador cultural central, durante os eventos da Primeira Guerra Mundial, em seu relacionamento com as instituições nacionais e os caminhos tortuosos da política internacional. Watkins nos lembra que houve produções musicais que desafiaram e justificaram a legitimidade da guerra. Por vezes elas narraram episódios grandiosos e tragédias pessoais construídas nos fronts e outras tantas vezes, as músicas abordaram dúvidas e desejos que circulavam no seio das sociedades beligerantes. A potência da música forjou políticas de memória e afetos políticos. Por isso, é necessário analisar o papel histórico das músicas na construção da identidade nacional, na incitação ao nacionalismo e na comemoração do fim do conflito. (Watkins, 2003).

Há muitos caminhos para se trabalhar as canções envolvendo a Primeira Guerra Mundial em sala de aula e a ideia é compartilhar duas sugestões. Ambas demandam contextualização prévia sobre a temática: origens do conflito, alianças, dinâmica da guerra e transformações e permanências no pós-guerra, dentre outros apontamentos possíveis. Muitas canções circularam pelas trincheiras, pelos salões de festas e por diversos espaços sociais das comunidades nacionais envolvidas na guerra. Dessa forma, é necessário selecionar o repertório musical a ser utilizado nas aulas de história e as questões que orientarão a atividade. Os apontamentos feitos acima podem cativar estudantes nessa tarefa. Criar roteiros analíticos e investigativos também ajuda na organização do trabalho discente (contextualização técnica e histórica; exercício de crítica musical; análise do conteúdo e da forma da canção; avaliação crítica da produção cultural). Sempre vale registrar que outras abordagens podem e devem ser feitas nesse tipo de trabalho didático. Vamos conhecer algumas canções – nesse caso, a proposta é apenas indicar possibilidades de obras musicais.

Minha primeira sugestão está ligada às canções de guerra que circularam durante o conflito mundial. Talvez nenhuma outra canção tenha impactado tanto os britânicos quanto It’s a long, long way to Tipperary e tornou-se uma espécie de hino não oficial dos soldados. Trata-se de uma composição de origem irlandesa e que fora lançada em 1912 e se popularizado através da interpretação do tenor irlandês John McCormack. Sua letra destacava as saudades que um trabalhador possuía de sua terra natal, sendo apropriada pelos combatentes como um símbolo da distância entre a casa e o front de batalha. Soldados britânicos e até mesmo estadunidenses assobiavam a canção durante as marchas. Cantarolar seus versos e sua melodia fora do ambiente bélico se tornou um ato de afirmação nacionalista. Outras músicas cativaram o imaginário britânico:

a) Pack Up Your Troubles in Your Old Kit-Bag, and Smile, Smile, Smile: lançada em 1915, de origem galesa, cujo tom otimista pretendia elevar o ânimo durante os deslocamentos das tropas.

b) Keep the Home Fires Burning (Till the Boys Come Home): composta em 1914 e relançada no ano seguinte, dialogava com a saudade de casa e encorajava a esperança de retorno dos soldados.

Capa do álbum It’s a Long, Long Way to Tipperary, de Jack Judge e Harry Williams, de 1912, que foi adaptada como marcha de guerra. (Fonte: YorkSpace, Repositório Institucional da Universidade de York).

Os franceses readaptaram a canção revolucionária do período jacobino (1794) Le chant du départ, que foi largamente utilizada pelo Exército francês, pois a marcha era executada com o propósito de animar o moral das tropas durante a mobilização e partida dos combatentes em direção ao front de guerra. Sua letra louva a resistência popular francesa e, nesse novo contexto bélico, adquiriu um sentido que intensificava sua dimensão patriótica. Joan of Arc, They Are Calling You (1917) foi outra canção nacionalista que invocava a figura histórica de Joana D’Arc para inspirar a vitória das tropas francesas, composta em duas versões (francês e inglês). Contudo, uma das composições mais populares entre os soldados franceses foi La Madelon (1914), cuja letra celebra uma garçonete de uma taverna rural que é constantemente alvo dos flertes das tropas.

A Alemanha e os EUA também tiveram músicas populares entre seus combatentes. Os alemães entoavam os versos e melodias de Die Wacht am Rhein ou “A Guarda do Reno”, composta no século XIX, mas que se adaptou ao contexto da Grande Guerra em razão de seu tom patriótico e de conclamação à resistência do país perante a França, incentivando os soldados a defender um símbolo da identidade nacional alemã – o rio Reno. Do outro lado do Atlântico, algumas canções se destacaram, sobretudo por conta da entrada tardia dos EUA na Grande Guerra. Over there, de 1917, se consolidou comercialmente como a ‘canção de guerra americana por excelência’ por conta do grande sucesso alcançado. Ela se tornou um clássico, gravada por Enrico Caruso, o cantor lírico mais famoso da época, e foi o hino oficial da mobilização estadunidense. The Americans Come (1918) narrava a chegada das tropas dos EUA na França e a consequente onda de esperança provocada nos residentes de uma pequena localidade francesa. Mas também houve espaço para as canções de paz entre o público do país. Assim, Bring Back My Daddy To Me (1917) e Don’t Let Us Sing Anymore About War (Peace Song) (1918) traduziram certa vontade popular que ansiava pelo término do conflito e pelo retorno dos entes queridos que haviam sido enviados para os campos de batalha na Europa.

Anúncios na contracapa da partitura da música Bring Back My Daddy To Me, promovendo um livro de bolso de 80 páginas intitulado “Canções que Marinheiros e Soldados Cantam”. A segunda imagem é a capa frontal da obra. (Fonte: Margaret Herrick Library. Digital Collections).

A segunda sugestão envolve produções musicais ligadas a outros tempos históricos, posteriores à Primeira Guerra Mundial, isto é, vinculadas a novos contextos políticos e sociais. Essas canções dialogam com memórias coletivas e individuais sobre o passado, obras historiográficas e registros variados acerca dos eventos ocorridos a partir de 1914. O número de opções musicais também é bastante vasto e está marcado por uma pluralidade de ritmos e origens nacionais. É claro que a lista sugerida a seguir não tem a pretensão de ser exaustiva. As indicações seguem preferências pessoais, mas que levam em consideração as diferentes abordagens políticas e artísticas de cada música. Qualquer trabalho didático que envolva produções musicais, no campo da história, deve considerar a complexidade interna desse bem cultural. Uma canção articula múltiplas dimensões: linguagem, estrutura melódica, ritmo, instrumentação, pertencimento a gêneros específicos, formas de expressividade artística, além de visões de mundo e posicionamentos ideológicos. É essencial que todos esses elementos, somados às ponderações didáticas feitas anteriormente, integrem a construção da atividade pedagógica.

One é uma canção da banda estadunidense de heavy metal Metallica, lançada em 1988, e que possui uma poderosa mensagem antiguerra. A letra apresenta a trágica história de um soldado, cujos sonhos foram interrompidos ao ser atingido por uma bomba durante uma das batalhas da Grande Guerra. Apesar de não ter morrido, seus ferimentos provocam um choque em quem ouve a canção: ele não possui braços, pernas, nariz, visão, audição, tato ou fala. Tudo que lhe resta é se comunicar através de código Morse, realizada pelos mínimos movimentos da cabeça, já que sua consciência permaneceu intacta. A música dialoga diretamente com o livro (1939) e o filme (1971) de Dalton Trumbo, Johnny Got His Gun (ou, na versão brasileira, Johnny Vai À Guerra). O videoclipe incorpora imagens da produção audiovisual, mescladas com a apresentação da banda.

Outra banda de heavy metal incorporou o tópico da Primeira Guerra Mundial em seu repertório. Os ingleses do Iron Maiden escreveram sobre o horror e a futilidade da guerra, assim como narraram o trauma dos soldados envolvidos nas batalhas. Uma das músicas mais simbólicas sobre o conflito é Paschendale (originária do álbum Dance of Death de 2003) desenvolve a história sobre a pequena cidade de Ypres, que, na época da guerra, contava com cerca de 20 mil habitantes. Localizada no oeste da Bélgica, próxima à fronteira com a França, havia sido um centro de tecelagem nos tempos medievais. Contudo, na Grande Guerra, tornou-se o cenário de três grandes batalhas sangrentas, entre 1914 e 1917. A terceira batalha de Ypres, também conhecida como a Batalha de Passchendaele, ocorrida entre outubro e novembro de 1917, ceifou quase 500 mil vidas e praticamente não resultou em avanço para nenhum dos lados em disputa (britânicos e alemães). Algumas das melodias nascidas nas trincheiras provavelmente desapareceram sem registros, mas Paschendale, do Iron Maiden, busca retratar a brutalidade daquele campo de batalha, sob a perspectiva de um soldado cuja narrativa sobreviveu, ainda que conte uma história sombria. Death or Glory (se referindo aos combates aéreos) e The Aftermath (expondo algumas das consequências da guerra) são outras pérolas musicais da banda inglesa.

Cartaz retratando a mascote oficial do Iron Maiden, Eddie, como um soldado britânico na Terceira Batalha de Ypres. (Fonte: Google Imagens).

O grupo de power metal sueco, Sabaton, produziu três álbuns completos sobre o tema da Primeira Guerra Mundial: The Great War (2019), The War to End All Wars (2022) e Heroes of the Great War (2023). Naturalmente, há muitas opções que podem ser trabalhadas a partir dessas obras, com destaque para Christmas Truce (sobre a famosa trégua espontânea de Natal em 1914), Great War (em torno da brutalidade do conflito) e Fields Of Verdun (relatos em torno desta batalha). No entanto, conhecer as críticas em relação à abordagem do Sabaton é essencial nesse processo. Parte da crítica historiográfica e de pesquisadores da música e da memória tem apontado que algumas composições são construídas a partir de uma estética sonora que pode resvalar para a espetacularização da guerra, como se a catástrofe humana fosse um elemento menor diante da grandiosidade associada às batalhas, as experiências militares e os “heróis” forjados nos combates. O interessante é que a banda busca um espaço “neutro”, quase asséptico, em relação aos vencedores e vencidos da Grande Guerra, ressaltando, novamente, a coragem militar e minimizando as dimensões políticas do conflito que alterou os rumos do século XX. Trabalhar com as obras do Sabaton exige cuidados adicionais e bastante contextualização histórica para não incorrer em possíveis equívocos no processo de análise e apreciação musical. Cabe lembrar que o contato com o passado forja memórias e ideias sobre este mesmo passado e as canções desta banda produzem memórias que pretendem enquadrar, politicamente, a Primeira Guerra Mundial. Isto, sem dúvida, influencia a compreensão de ouvintes das produções musicais do Sabaton.

Tantas outras canções podem ser mencionadas neste espaço: 1916 (Motörhead), The Stage (Avenged Sevenfold), The Green Fields of France ou No man’s land (Eric Bogle), All together now (The Farm), All for you, Sophia (Franz Ferdinand), The Pipes of Peace (Paul McCartney), After the War (Sarah Slean), On a Christmas Day (Magnum), Butcher’s Tale (Western Front 1914) (The Zombies), On Battleship Hill (PJ Harvey), All Your Friends (Coldplay) e Harry Patch (In Memory Of) (Radiohead). A lista segue incompleta e novas sugestões serão bem-vindas. Deixe nos comentários outras indicações musicais. O propósito desse texto não é transformar a música em mero instrumento de memorização de fatos históricos. Ao contrário, trata-se de reconhecer a arte como uma via legítima de compreensão da realidade. As canções condensam tensões, permanências e transformações do mundo social, oferecendo perspectivas que nem sempre aparecem em outras fontes. Sem contar que esse tipo de obra cultural mobiliza afetos e dialoga com sentimentos que podem ser abordados historicamente. Deixe a música tocar.

REFERÊNCIAS:

ABUD, Katia M. Registro e representação do cotidiano: a música popular na aula de história. Cadernos Cedes, Campinas, v.25, n.67, p.309-317, set./dez. 2005.

BARROS, José D’Assunção. História e música: considerações sobre suas possibilidades de interação. História & Perspectivas, Uberlândia (58); 25-39, jan./jun. 2018.

BILLBOARD BRASIL. Brasil sobe no ranking global da música e alcança 8ª posição. Billboard Brasil, 18 mar. 2026. Disponível em: https://billboard.com.br/mercado-fonografico-brasil-ifpi-2025/. Acesso em: 7 jun. 2026.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 jun. 2026.

BRASIL, Rafael. Análise crítica de um bem cultural: produção musical. Revista LEPHIS, vol. 2, 31 dez. 2025. Disponível em: https://lephis.com.br/analise-critica-de-um-bem-cultural-producao-musical/. Acesso em: 7 jun. 2026.

FAGUNDES, Luciana Pessanha. O concurso de Selecta: música e guerra na sociedade brasileira durante a Primeira Guerra Mundial (1915-1919). Topoi, Rio de Janeiro, v. 25, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/topoi/a/p4mwFsGBj4d4XPWGZtYPrWb/. Acesso em: 20 mar. 2026.

HISTÓRIA FM 151: História e Música: usando música como fonte histórica. Entrevistador: Vitor Soares. Entrevistado: Icles Rodrigues. [s.l.] Leitura ObrigaHISTÓRIA, 30 out. 2023. Podcast. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=0BpA72-KUVM. Acesso em: 23 mai. 2026.

LIBRARY OF CONGRESS. World War I. In: The Library of Congress Celebrates the Songs of America. Washington, D.C.: Library of Congress, [s.d.]. Disponível em: https://www.loc.gov/collections/songs-of-america/articles-and-essays/historical-topics/world-war-i/. Acesso em: 20 mar. 2026.

MADDOCKS, Fiona. The 10 best: first world war music. The Guardian, London, 7 nov. 2014. Disponível em: https://www.theguardian.com/culture/2014/nov/07/the-10-best-first-world-war-music. Acesso em: 20 mar. 2026.

NAPOLITANO, Marcos et al. Linguagem e canção: uma proposta para o ensino de história. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.7, n.13, p.177-188, 1987.

REIS, Hemanuella. O Brasil lidera o consumo de música nacional no mundo. Portal R10, 12 fev. 2026. Disponível em: https://www.portalr10.com/blogs-e-colunas/161027/o-brasil-lidera-o-consumo-de-musica-nacional-no-mundo/. Acesso em: 7 jun. 2026.

SIMAS, Luiz A. O Brasil gosta de samba? Blog Luiz Antonio Simas, 9 mar. 2026. Disponível em: https://luizantoniosimas.com.br/blog/o-brasil-gosta-de-samba/. Acesso em: 7 jun. 2026.

SOARES, Olavo Pereira. A música nas aulas de história: o debate teórico sobre as metodologias de ensino. Revista História Hoje, v. 6, nº 11, p. 78-99, 2017.

SOBANSKI, Adriane et al. Ensinar e aprender história: histórias em quadrinhos e canções. Curitiba: Base Editorial, 2009.

WATKINS, Glenn. Proof through the Night. Music and the Great War. Berkeley: University of California Press, 2003.


Cite e compartilhe:

BRASIL, Rafael. Primeira Guerra Mundial, canções e ensino de história. Revista LEPHIS, vol. 2, n. 4. Disponível em: https://lephis.com.br/trilhas-da-historia-vol-4/. Publicado em: 30 jun. 2026. ISSN: 3086-3597

Rafael Brasil

Docente de História no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, IFRJ, campus Arraial do Cabo.

Next Post

Reformas religiosas do século XVI

ter jun 30 , 2026
Apresentamos um conjunto de documentos históricos relacionados ao tema das propostas reformistas religiosas do século XVI, no contexto social e político da Europa. DOCUMENTO 1 – John Wyclif [ou Wycliffe] (c. 1331-1384) nasceu em Richmond (Yorkshire), Inglaterra e desde cedo esteve ligado aos campos religioso e universitário. Possuía ligações políticas […]

Descubra mais sobre Revista LEPHIS

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo